Construir mais por menos nº 2

By setembro 5, 2010imprensa

Construir mais por menos nº 2Ecologia gera economia

É importante pensar em conservação, descarte de resíduos e origem de artigos.
Por Paola Fernandes Fotos Pedro Abude

Muitas das soluções na reforma do sobrado de 90m² tiveram baixo custo. Mas manter um orçamento enxuto não foi a única preocupação da dupla de arquitetas da Cria Arquitetura. Na recuperação da edificação da década de 1930, economia e sustentabilidade caminharam lado a lado. As iniciativas ecológicas e acessíveis começam a aparecer já na entrada da casa, onde há cimento queimado. “O material econômico foi aplicado sobre o piso existente, gerando menos resíduo.”, dizem as profissionais. Outra iniciativa consciente: as telhas de barro foram preservadas.
As arquitetas Juliana Boer e Maira Del Nero afirmam que preservar também diminui gastos. “Um projeto sustentável custa até 10% mais do que uma obra comum, mas , com a redução do consumo de água e energia, a manutenção sai mais barata”, dizem.  Além disso, evitar o descarte de materiais, recuperar peças originais e usar produtos ecológicos poupam custos e a natureza.

Fazendo adaptações
Na fachada, os ladrilhos hidráulicos (de 15×15 cm), que já estavam assentados em torno do batente da porta foram mantidos. Como têm uma durabilidade alta, não foi necessário nenhum tipo de restauração. A porta de madeira maciça é original da casa e foi pintada com tinta preta à base de água. Houve apenas troca das dobradiças e fechaduras.

Menos eletricidade
A iluminação natural foi aproveitada de forma eficiente, gerando economia de eletricidade no dia a dia: parede entre a sala e a copa foi derrubada, aproveitando o fluxo de luz vindo da recepção e unindo os ambientes para criar amplitude. A suavidade conquistada com esse recurso permitiu  adotar um acabamento rústico, os tijolos a vista, em uma das paredes.  Para o mobiliário, um pensamento holístico: as profissionais utilizaram madeira de abacateiro e sibipiruna do projeto Madeira Urbana (www.madeiraurbana.com.br) que evita que o material acabe em aterros sanitários ou vire lenha.

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