CRIA ARQUITETURA NO JORNAL BRASIL ECONOMICO

By setembro 12, 2012cria na midia

Não são só as grandes empreiteiras que se beneficiam das oportunidades surgidas por conta da Copa do Mundo de 2014 ne construção civil. Além das construtoras responsáveis pelo desenvolvimento dos projetos, como os estádios das cidades sedes, há também toda a estrutura de apoio que deverá trazer novos negócios para as pequenas e médias empresas, tanto da construção civil quando de arquitetura e engenharia.

Mapeamento feito pelo Sebrae mostrou que, somente na construção, há 224 atividades que podem beneficiar pequenas e médias empresas, entre elas, na área administrativa, como consultorias diversas e de alimentação industrial, além de projetos de paisagismo, infraestrutura de água, esgoto e demais obras de apoio.

Segundo Sergio Watanabe, presidente do Sindicato da Construção de São Paulo (Sinduscon/SP), ainda há, principalmente nas cidades sedes, muitas oportunidades sendo abertas, e possibilidade de negócios futuros. Watanabe lembra que há serviços como de instalação elétrica, hidráulica, redes de cabeamento para comunicações, por exemplo, que vão sendo contratados de acordo com o andamento das obras. Muitas dessas contratações deverão ser feitas a partir de subcontratos das concessionárias e construtoras.

Segundo o executivo, as obras de mobilidade e apoio ao turismo também trarão oportunidades. “Toda a questão da reforma e construção de portos, aeroportos, implantação de Veículo Leve sobre Trilhos ainda está em fase de definição e poderá render subcontratos às pequenas e médias empresas.” Além disso, os projetos voltados à sustentabilidade das grandes estruturas, como arenas e até mesmo novos hotéis, podem surgir como oportunidades. “Além da construção das arenas, por exemplo, as construtoras tem que se preocupar com a manutenção posterior das estruturas”, afirma Watanabe. Dessa forma, projetos de reaproveitamento das águas das chuvas e eficiência energética vêm sendo buscados como alternativa, trazendo oportunidades para empresas de arquitetura e construção.

Sérgio Watanabe acrescenta ainda que nem todas as necessidades por leitos poderão ser supridas somente pelas grandes redes hoteleiras, tendo os menores que se reciclar e se preparar para receber os turistas. Pierre Stauffenegger, presidente do Sindmov-SP (Sindicato das Indústrias Moveleiras de São Paulo), acredita que será nos pequenos empreendimentos que a atividade de pequeno e médio porte poderá se beneficiar.

Segunda a arquiteta Juliana Boer, da Cria Arquitetura, escritório especializado em projetos multidisciplinares voltados para construções sustentáveis, o que mais tem surgido nesse sentido são retrofits, ou reformas voltadas para uma maior otimização dos espaços, no que diz respeito à sustentabilidade. “Há contratos maiores, que tem gerado projetos para empresas maiores, mas para nós tem surgido mais restaurantes e pequenos negócios, que querem aproveitar o momento para melhorar suas estruturas para receber os turistas, e otimizar seus custos com projetos economicamente mais sustentáveis, como aproveitamento de água das chuvas e luz solar.”

Segundo o Sebrae, um dos diferenciais para as empresas que buscam uma oportunidade nesse momento das contratações, é o nível de exclusividade do serviço prestado, no caso de consultorias ou serviços especializados. Ter a documentação em ordem é outro requisito indispensável. Certificados de sustentabilidade e programas de responsabilidade social e ambiental também podem ser diferenciais importantes na hora da escolha da contratação.

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